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terça-feira, 11 de outubro de 2011

20 de outubro | Lançamento do CD " Bandarra" de Tibério Azul


A noite de quinta-feira, dia 20 de outubro, promete muitas surpresas: 
Tem o lançamento do CD " Bandarra " de Tibério Azul que fará show gratuito. A noite ainda tem espaço para a abertura da exposição "O caminho que vai dar no sol" com intervenções, experimentos e telas do artista plástico Raul Luna com fotografias de Louise Vaz e textos de Tibério Azul

Estará a venda o CD e produtos promocionais de Tibério, além de uma parceria com o Beco da Muda, que criou um prato especialmente para o evento e lança o combo de prato especial + CD Bandarra por um precinho bem bacana.



 
Tibério Azul


Nascido e criado em Recife, Pernambuco, Tibério Azul desenvolveu a arte desde cedo. Ainda criança ganhou concursos de poesia no colégio e não cansava de inventar histórias, palavreados infantis. Com a idade adquiriu paciência e resolveu direcionar seus anseios poéticos para a música. Montou e desmontou diversos grupos musicais até que desenvolveu ao lado do artista Castor Luiz uma proposta de expressão artística lítero-musical e criou a banda Mula Manca & a Fabulosa Figura.

Com o grupo lançou dois discos, O circo da Solidão e Amor e Pastel. Tocou em importantes festivais independentes como o Abril pro Rock e o Rec Beat, fez shows pelo Brasil e passou por importantes canais de comunicação (MTV, Folha de São Paulo, TV Cultura, etc.). Também escreveu e produziu o primeiro videoclipe da banda em parceria com o cineasta Gabriel Mascaro com o qual saíram com o inédito prêmio do Festival de Gramado para o estado.


Banda Seu Chico


Já munido de certa experiência elaborou um projeto de auto-suficiência e independência artística e fundou ao lado do aclamado pianista Vitor Araújo o projeto BANDA SEU CHICO, um coletivo de artistas pernambucanos em homenagem a um dos mais eloquentes compositores do Brasil, Chico Buarque de Hollanda. A banda teve um sucesso imediato e hoje possui um currículo admirável com um DVD e CD gravado no Rio de Janeiro e lançado no começo de 2011, casa cheia de Manaus até São Paulo, matérias nos principais jornais nacionais e até o aval do próprio Chico Buarque que participa dos extras do DVD.


Bandarra


Azul é a imagem do jovem artista contemporâneo. Dinâmico, versátil, atento. No seu primeiro trabalho solo, aponta para o futuro cheio de passado. Intitulado “Bandarra”, o disco resgata a eterna visão poética do mundo herdada dos mambembes artistas em caixotes de praça pública e finca os pés na terra como um largo abraço em tudo ao redor. É o cotidiano, é o artista pintando o cotidiano, é o cientista maluco transformando terra em ouro, banal em precioso, esmola em fortuna. É um alquimista, ou melhor, um Alquimista Tupi.

O disco foi produzido pelo Sunga Trio, trio pernambucano formado por China, Chiquinho e Homero Basílio, teve participação de músicos pernambucanos de destaque como Yuri Queiroga, Areia(Mundo Livre S/A), Vicente Machado (Mombojo), Vitor Araújo, entre outros, do acordeonista Toninho Ferragutti e já coleciona elogios importantes nos bastidores. Nas 10 faixas que compõe Bandarra, Tibério demonstra suas várias facetas e transita entre letrista, compositor, intéprete.

Co-intitulado “o caminho que vai dar no sol”, o álbum valoriza tudo que é orgânico e por isso foi gravado quase ao vivo, mixado em uma mesa analógica e teve a arte feita com as mãos pelo artista gráfico Raul Luna a partir de fotografias de Louise Vaz. O primeiro Videoclipe é resultado da antiga parceria com o premiado cineasta Gabriel Mascaro e apresenta o nascimento do artista em um mundo novo, ou o novo artista em um mundo antigo. A música Veja só 



Veja só


Ao lado do premiado cineasta Gabriel Mascaro, parceiro antigo, Azul co-escreveu e produziu o primeiro videoclipe do disco Bandarra. Com a música Veja só, apresenta o nascimento do artista em um mundo novo, ou o novo artista em um mundo largo, ou a nova arte em si mesmo. O clipe foi gravado com a câmera de cinema digital Red Onde Mx nas manhãs ensolaradas de Recife e conta com o próprio Tibério como protagonista.


Clique aqui para assistir ao clipe "Veja só" de Tibério Azul

Lançamento do CD " Bandarra" de Tibério Azul com show
20 de outubro
20h
ingresso: gratuito


terça-feira, 2 de agosto de 2011

03 de agosto | Quarta Bela | Coletivo Lugar Comum

O Coletivo Lugar Comum apresenta um encontro de solos, nesta quarta (03 de agosto), no Espaço MUDA, a partir das 20h, dentro da programação do Quarta Bela. Dança, música, iluminação, performance, a ideia é mergulhar em vários ambientes do espaço cultural, na Rua do Lima, entrelaçando as propostas artísticas de algumas das integrantes do Coletivo com o público presente.






 A noite terá a apresentação das bailarinas Liana Gesteira, com o trabalho Topografias do Feminino; Maria Agrelli, com Pé de Saudade e Silvia Góes, com a performance OSSevaO. A iluminadora Luciana Raposo será responsável pela iluminação das três performances. Haverá ainda um momento especial na programação com a participação da Cia. Etc., com o solo ROX, XOX, FOX, do coreógrafo José W. Júnior, também interpretado por Liana Gesteira e com música ao vivo executada por Marcelo Sena.

Coletivo Lugar Comum

O Coletivo Lugar Comum (PE) atua desde agosto de 2007, reunindo artistas de diferentes linguagens do Recife (dança, teatro, música, artes visuais, literatura). Inquietos com as dificuldades da produção em arte e suas necessidades de criação, aperfeiçoamento, troca com a sociedade, o grupo resolveu criar o Coletivo Lugar Comum. Hoje a iniciativa agrega 13 artistas, que se revezam, dando aulas uns para os outros, colaborando nas criações, na produção de projetos, na discussão de textos, entre outras atividades artístico-culturais.

Topografias do Feminino 

foto: Breno César
A performance, criada pela bailarina Liana Gesteira em 2011, é uma investigação sobre gênero e identidade, que traz a tona uma reflexão da relação da mulher com o seu próprio corpo.

O corpo feminino como um território saturado de significados, sensações e simbologias. Um território habitado por heranças e narrativas. Uma topografia constituída com vulcões em estado de erupção, e também por espaços inabitados como um deserto. Um território que ecoa o som mais profundo de um abismo, ou a melodia mais singela de um riacho driblando as pedras em seu caminho. Constituído de carne e devires é o corpo-território feminino.


Pé de Saudade

foto: Breno César
 Performance criada pela bailarina Maria Agrelli, que compartilha com o público a sensação da saudade, a memória que vira parte inextricável do próprio corpo. Um corpo-poesia, usando como metáfora uma árvore que deixa escorrer, doer, cair, respirar, em suas folhas-troncos-raízes, o movimento da vida. Deixar ir, desapegar, repartir, ficando enraizada a saudade, ela mesma o sentido de tudo. Um pé de saudade roxa se revelando aos poucos também dentro dos corpos que a tocam no caminho.


OSSevaO


foto: Breno César
Como libertar nosso corpo-palavra? Poetizar os sons, lapidar as letras até a rima primeira, indizível? Encontrar em meio aos garranchos acumulados no tempo aquele primeiro nome escrito antes da vida? Como reescrever outros textos livres nesse corpo já desertado, esvaziado, roubado de sua alma, desnudando sua densidade, textura, viscosidade, chegando ao outro como ele mesmo, arquétipo coletivo, totalmente despido e onde tudo cabe mais uma vez, exalando palavras invisíveis sem língua, liberando forças inconscientes que circulam à flor da pele? A performance proposta pela bailarina Silvia Góes é uma busca, um corpo que procura o seu avesso, proporcionando novas descobertas a cada contato, a cada encontro... Corpo não-eu, corpo tu, corpo nós, corpo sermos e não-sermos, gerundiando a lida. 


Confere mais informações no site do Coletivo Lugar Comum.

Quarta Bela | Coletivo Lugar Comum
03 de agosto
20h
ingresso: contribuição espontânea
Realização:  Espaço Muda e Coletivo Lugar Comum

terça-feira, 7 de junho de 2011

exposição "Recortes" | Adeildo Leite


O artista Adeildo Leite inicia sua produção trabalhando principalmente com desenhos em papel, depois passa a pintura em tela e procede a algumas experimentações com objetos. Esta exposição mostra um recorte de sua trajetória que compreende o período entre 2008 e 2011, dividido em três séries.

Na primeira série intitulada “Vermelha e Magenta” e criada em 2008 e 2009, pode-se observar a predominância de uma temática urbana em composições fragmentadas com personagens carregados de expressão. A cor ultrapassa o âmbito da visão, fala de sentimento e intensifica a dramaticidade dos personagens num traço rápido, quase um rascunho, onde as figuras não se definem tanto pelo rigor do desenho, mas pelas expressões e pelos movimentos.

O Jogador (2,10 x 90 cm - colagem e guache sobre eucatex)

Na série seguinte "Sentir é o caos" de 2010, Adeildo Leite lida com a apropriação e ressignificação de imagens, usando como referências a foto publicitária de editoriais de moda. Nesta série, o artista discute a relação do homem com o mundo e consigo mesmo e procura expurgar alguns sentimentos e sensações. É uma pintura que oscila entre o figurativo e o abstrato, num traço rápido e em cores que remetem ao expressionismo alemão. 

A Dança (60cm x 80cm - acrílica sobre tela)

Na série policromia, de 2011, Adeildo refere-se explicitamente ao universo da publicidade numa mixagem de elementos do design gráfico, onde entram belas imagens ornadas com recursos tipográficos. O conjunto compõe uma crítica do sistema consumista onde o mais importante é a marca, o capital, onde “sede não é nada, imagem é tudo”. A série discute o nosso dia-a-dia, cercado por outdoors, pelas imagens sedutoras que nos apresentam a cada instante, pelos luminosos, pelas buzinas dos carros, enfim, por essa paisagem urbana da vida contemporânea, onde o que importa é a casca e não o conteúdo.

Descubra o trabalho de Adeildo Leite: www.flickr.com/photos/adeildoleite/show/


exposição "Recortes" | obras de Adeildo Leite 
abertura quinta-feira 09 de junho
20h

visitação de sexta-feira 10 de junho a domingo 03 de julho de 2011
de quinta a domingo
de 16h a 1h (0h domingo)

entrada franca
obras à venda no local

sábado, 7 de maio de 2011

exposição "Estático movimento" | Heitor Pontes

“Belezas são coisas acesas por dentro.”
Jorge Mautner



Onde se encontra o princípio de um movimento? O trabalho de Heitor Pontes parece sempre remeter a essa questão. Observar seus desenhos é uma experiência particular onde o que se vê parece externar, traduzir, um movimento íntimo, interno, aquele que, invisível, surge antes da linha deitar-se sobre o papel.

Essa dinâmica interna, torna-se ação concreta uma única vez, quando a mão, a tinta e o papel finalmente se encontram e fazem surgir plantas, formas humanas, partes, máscaras em composições orgânicas, sinuosas e paradoxalmente minimalistas, que em sua delicadeza se entrelaçam gerando composições únicas. Fica assim congelado o movimento, composto por ideias, instantes, sentimentos. Essa forma estática, no entanto, não deixa de traduzir esse prólogo à ação - caótico, subjetivo e rico.

Nesta série, especificamente, os desenhos são linhas embaladas por canções, que o acompanharam noites a fio. Serge Gainsbourg, Wado, Júpiter Apple, Jimi Hendrix e Moreno+2 foram alguns dos seus companheiros de madrugada que emprestaram sensações e palavras, ninando as formas que ganharam vida através do traço.

Nesta individual Heitor Pontes expõe não só os seus desenhos, mas um tanto de si, em trabalhos que nos mostram um universo próprio, aceso por dentro, de uma beleza da mesma natureza da qual nos fala Jorge Mautner em sua canção “Lágrimas Negras”...  Seriam essas talvez as gotas de tinta a cair no papel?

Head Mask
Heitor Pontes é recifense, graduado em publicidade e pós-graduado em design gráfico. No entanto,  foi desenhando que ele encontrou sua maior realização. 

Desde criança criava personagens, histórias em quadrinhos que não mostrava a ninguém. Nos últimos anos, num momento de ócio criou um conjunto de cabeças inspirado na música "Head-Head" de Jupiter Apple, que acabou virando o nome das cabeças. A partir daí começaram a vir outros elementos, que aos pouco foram formando uma composição orgânica, particular, característica do seu trabalho.

Curadoria: Maria Eduarda Belém
Mais sobre Heitor:


Na abertura da exposição quinta-feira dia 12 de maio, o artista convidou a banda King Size para animar a festa com sua música eletrônica com ecos jamaicanos. A banda King Size, formada por Giba (soundsystem), Belota e Zion (vozes), faz dub com sintetizador, reverb e drum machine, inspirada em Scientist, Mad Professor, King Tubby e Massive Attack.
Confira o som: myspace.com/kingsizenow


Exposição "Estático Movimento" | Heitor Pontes
abertura quinta-feira 12 de maio 
a partir de 20h
com show da banda King Size

visitação de sexta-feira 13 a domingo 05 de junho de 2011
de quinta a domingo
de 16h a 1h (0h domingo)


entrada franca
obras à venda no local

terça-feira, 5 de abril de 2011

exposição "Voltas" | Guilherme Lyra

 
VOLTAS por Zeca Miranda

"A primeira vez em que vi as fotografias de Guilherme Lyra fiquei sem saber como ele chegara àqueles resultados. Imagens panorâmicas, distorcidas e ruidosas. Sendo ele designer gráfico de formação e antes de tudo um amigo de uma dúzia de anos, não hesitei em questioná-lo a respeito das fotos. “Que efeito de Photoshop você usou?” Em tempos de domínio digital é mais que normal usar-se esses novos recursos para a reconstrução e/ou reinterpretação de uma imagem. Nada de mau. É uma nova linguagem. Um novo recurso que se soma aos antigos.

Minha surpresa foi quando ele me contou que aquelas imagens eram todas analógicas! Isso mesmo! A única digitalização por qual houvera passado fora o processo de scanner. “Mas como?” O segredo estava numa caixa de chapéu de formato cilíndrico.

Na contramão, Guilherme VOLTA aos tempos da câmera escura artesanal. Aquela primeira historinha que aprendemos no curso de introdução à fotografia sobre o começo de tudo.

É com uma caixa cilíndrica de guardar chapéus que ele constrói sua estenopeica (pinhole). Revestindo seu interior de cartolina escura, fazendo um pequeno furo (0,5mm) na parte superior está pronta uma máquina capaz de produzir resultados singulares, com texturas diferenciadas de qualquer super máquina que possa ser encontrada no mercado. E o mais importante com a visão particular do seu criador.

Pelo papel fotográfico ficar armazenado nas bordas da caixa, a imagem impressa é panorâmica e não plana. O efeito é de como se o lugar estivesse dando VOLTAS enquanto Guilherme o fotografava.

Os cenários para ilustrar o projeto são locais onde Guilherme é bastante familiarizado. Por já ter dado VOLTAS na vida e morado em três cidades distintas, estão lá contempladas Recife, Barcelona e Rio de Janeiro. Locais tão dispares, mas ao mesmo tempo com uma aura tão parecida como o Marco Zero, a Praça San Juame e os Arcos da Lapa. 

Puerto Barcelona - Guilherme Lyra
A aproximação entre as três cidades é mérito indelével do artista que produzindo VOLTAS conseguiu uni-las em um ponto comum do espaço, no caso, o Espaço Muda."

Guilherme Lyra é formado em Design Gráfico pela UFPE. Em seguida, foi para o Velho Continente para completar uma Pós-Graduação em Visual Media Design (Diseño y Imagen) em Barcelona, na escola Elisava (Universidade Pompeu Fabra). O artista trabalha desde de 2010 como motion designer na Globosat.  

Exposição Voltas - fotografias de Guilherme Lyra
abertura sábado 09 de abril
a partir das 20h
com DJ Marcelo Lyra

visitação de 10/04 a 30/04
de quinta a domingo
de 16h a 1h (0h domingo)
entrada franca
obras à venda no local

terça-feira, 15 de março de 2011

Exposição "Vasculhante" | Raoni Assis


Raoni Assis, 24 anos, publicitário de formação e desenhista desde que se entende por gente, começou a trabalhar cedo, estampando camisetas e fazendo ilustrações freelancers para editoras, revistas e sites. 

Na exposição intitulada "Vasculhante", apresenta ilustrações com nanquim, colagens e aquarelas pintadas sobre as fotos de Victor Jucá, Thiago Neves e Déborah Guaraná. A idéia é mostrar que o certo é o errado, igual a palavra vasculhante - nome erroneamente dado a um tipo de janela muito comum na cidade - que, na verdade, chama-se basculante.

Raoni Assis - foto: Jedson Nobre
"Existe alguma coisa no movimento das pessoas que denuncia, indica, explica. A paisagem se move parada. Com sua própria personalidade, com sua própria liturgia. Concreta e orgânica. E mutante. E dura.

Mermo que tudo pareça errado... Então tá tudo certo; e mermo certo ainda assim tá errado. Uma volta no percurso e uma corda no pescoço.

Existe um fluxo na rua, um nexo. Não tem um sentido, tem outros. Nos outros a gente se encontra meio perdido. No outro tem dúvida e razão. Mão em contra mão.

Do basculante eu via a rua “... que não tinha a sobriedade mística da eucaristia nem a vulgaridade exibicionista da esbórnia...”.
Seguindo o caminho de uma esperança viciada, talvez encontre alguma coisa, talvez não encontre nada.

Algo entre um cachorro latindo e um gato correndo.

Eu olhava a rua. Alguma coisa que a gente tem de paisagem, alguma coisa que a paisagem tem da gente."
Raoni Assis
 

Produção/ Informações: 

Cláudia Aires - 81/ 8175 7208
















  
"Vasculhante"  | Raoni Assis
abertura sexta 18 de março
a partir das 20h
com DJ Ravi Moreno

visitação de 19 de março a 1° de abril de 2011
de quinta a domingo
de 16h a 1h (0h domingo)
entrada franca
obras à venda no local