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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Registro do Leia-se Terça | "Faca de dois Gumes "

O blog Satisfeita Yolanda fez um registro do Leia-se Terça do dia 26 de julho que apresentou a leitura dramatizada " Faca de dois Gumes". 

A leitura é composta por dois textos: Febre que me segue (De Breno Fittipaldi) e Sodomia Song (De Wellington Júnior). Os dois textos abordam as relações desse amor gay proibido com a cena teatral contemporânea. 

Veja mais sobre Faca de dois gumes.





sábado, 11 de junho de 2011

Cena Low-Fi | "Seres Invisíveis" | Zeca Viana



No último sábado, Zeca Viana, que já é de casa, lançou aqui a linda edição física do seu CD "Seres Invisíveis" - confira aqui a matéria realizada pela Cena Low Fi!

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Romero Brito na Folha de Pernambuco!

olha só a matéria que saiu na edição da Folha de Pernambuco desse domingo 17 de abril... com ensaio fotográfico realizado aqui no Muda!



A matéria pode ser conferida aqui:
www.folhape.com.br/index.php/caderno-revista
www.folhape.com.br/index.php/caderno-revista

e aí gatinhas, gatinhos, gostaram?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Rhaissa Bittar... repercussões!

Nossa, esse show de Rhaissa Bittar aqui na semana passada foi incrível!! A moça e seu malandro Daniel Galli fazem um espetáculo mesmo, cheio de graça e de fineza, além de, claro, boa música. Quem estava aqui, sabe, quem não estava viu trechos no Youtube.


Legal foi para nós observar que, além de um momento lindo aqui, esse show está tendo repercussões bacanas, para Rhaissa e sua turma e para todos nós, publico encantado. 

Assim, Rhaissa Bittar vai participar de Rec Beat (polo "alternativo" do carnaval do Recife - para nossos leitores de fora!). Seu show será na segunda. Confire a programação do festival aqui.

Outra pérola que a apresentação no Muda contribuiu a gerar foi este texto do próprio Daniel, enviado para a Rainha do Maracatu publicado no blog "Para me enlouquecer é mais caro". Não me pergunte, não sei qual foi o rolo...

Reproduzindo então aqui o post de lá:

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2011

Como fazer uma aquariana chorar em 30 segundos

Email de Daniel Galli, músico e compositor talentosíssimo que assina quase todas as músicas do CD de sua diva, Rhaissa Bittar.

Me ajuda Louro do Pajeú
(Daniel Galli)

Pra agracer Pernambuco
Recorro à arte do “louro” (do Pajeú)
Meio manco, meio duro
Me arrisco feito calouro
Em Recife, eu lhes juro
Não vi lama, só vi ouro

Minha chapa caiu no MUDA
Com tanta gente arretada
O sol a pino era pinto
Junto da noite estrelada
Era tanto calor humano
Que a viola tava suada

E já no meio do show
Quase não acreditava
A cada nota de Rhaissa
Todo mundo revidava
E quanto mais o povo ria
Mais o violeiro se achava

Eu e ela ali no palco
Parecia até mentira
Era um gelo na barriga
Que até então nunca sentira
Eu pensei com o ego inchado
Daqui ninguém me tira

Mas tudo na vida finda
Bolo de rolo, filme bom e dente
Eu fiz tudo o que podia
Pro tempo parar com a gente
Mas o bicho tava avexado
Saiu de junto de repente

Já na terra da garôa
Bebericando um bom vinho
Senti o peito afolosado
E derramei um chorinho
Queria ter aqui do lado
Iara, Beto, Paulinho...

Tava eu borocochô
Tava nessa frescurite
Quando recebi a nova
Se quiser, não acredite
A Rhaissa foi chamada
Pra tocar no Recbeat

Vou berrar aos quatro cantos
O que antes já falara
Eu tô muito agradecido
A três cabra jóia rara
Virados no molho de coentro
Paulinho, Beto e Iara.

Enfim, era só para compártilhar nossa alegria de ter participado um pouco de tudo isso... esperando que seja só o início de uma longa lista de acontecimentos e de músicas inspiradas!

 
 
 
fotos: Joanna Calazans


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Espaço Muda e o 17° Janeiro de Grandes Espetáculos

Este ano, o Espaço Muda participou do 17° Janeiro de Grandes Espetáculos, principal festival de artes cênicas do Recife. Nosso Galpão foi palco de parte da programação paralela com:
* a edição especial do Curta Teatro durante 3 quintas do mês de janeiro,
* a mostra do repertório completo do Coletivo Grão Comum, sendo 4 espetáculos, todas as terças durante o festival,
* a exposição fotográfica sobre o trabalho do Coletivo, Sobregrãos, de Juan Guimarães,
* a inauguração do novo projeto intitulado "Quarta Bela"que apresenta monólogos femininos com duração de 10 a 15 minutos. 

Foi com muita satisfação que fechamos esta parceria com a produção do Janeiro de Grandes Espetáculos (Carla Valença, Paula de Renor e Paulo de Castro... e demais membros da APACEPE, obrigado!), e esperamos que isto possa ser reproduzido por muitos anos.

O que não esperávamos foi o prêmio que recebemos no último sábado, na festa de encerramento e de premiação do festival!! 
Veja só:

premio para o Espaço Muda 
 Paulina Albuquerque fazendo gestos no microfone, 
Jorge Féo achando bonito, ao lado de Paula de Renor.

Este foi um prêmio de homenagem "pela inauguração do movimentadíssimo Espaço MUDA" (é Leidson Ferraz quem disse). Confire tudo sobre o Janeiro de Grandes Espetáculos aqui.

Enfim, não é fácil abrir e manter um espaço cultural no Recife, muito menos voltado a artes cênicas, apesar da imensa demanda. Ficamos muito felizes com esta forma de reconhecimento e esperamos que traga sorte para nosso segundo ano de funcionamento!

Ah e um obrigado vai também as Yolandas Pollyana Diniz e Ivana Moura por terem sido as paparazzas da noite! Confira outras fotos aqui: www.satisfeitayolanda.com.br


sábado, 13 de novembro de 2010

Ecos

Há pessoas nesta cidade que gostam do Espaço Muda; com certeza há também muitas que não gostam, mas não são elas o destaque aqui hoje. Emídia Felipe, jornalista e assessora de imprensa, é uma dessas pessoas que frequenta a casa, comenta sobre, volta, divulga, enfim: dá força!

Confira a matéria que ela postou no seu blog eueorecife.wordpress.com e também uma matéria mais antiga e bemmm bacana que ela tinha feito para a tão bacana revista O Grito! Tem até um album do seu Flickr dedicado ao Muda...

foto: Emídia Felipe, pra quem não acompanhou
obrigado Emídia! :)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sobre o homem na mesa([1]) Patricia Tenório 28/05/10 primeira edição do curta teatro que aconteceu dia 20/05/2010




Sobre o homem na mesa([1])
Patricia Tenório
28/05/10


No galpão do Espaço Muda pessoas sentadas no chão, tomando o cuidado de deixar o corredor livre: os atores iriam passar por entre nós, no escuro. Tateantes do que aconteceria, ouvíamos o barulho da radiola de vinil no final do disco, e não estávamos mais ali, naquela sala com sofás, cadeiras confortáveis, almofadas no chão. Estávamos agora no imaginário de Pedro Severien que ecoava na voz de um ator no escuro, a partir do instante em que ouvíamos “Ação” e desenrolava em cena uma nova língua.
Um homem deitado sobre a mesa. Não era teatro, não era cinema. Roçava a literatura, com ela se comunicava, mas não nos dava certezas, apenas o desconforto de não nos sabermos onde, por que. Falas desconexas da atriz nos remetem às nossas angústias, outro ator cambaleante nos observa atônito com nossa perplexidade, por não compartilharmos da sua completa desconexão deste mundo, desta Terra que pensamos haver conquistado há milênios, mas que não se importa com a nossa (des)evolução.
Tateantes na vida, tateantes deste sentimento que se quer perfazer em coisa, palpável, tocável, amada ou odiada. Aquilo que desejamos expurgar com todas as forças, ou apenas olhá-lo face a face, mesmo sabendo que somente será no último dia.
O homem na mesa se levanta. Retira do bolso da calça uma arma: aponta para si e para cada um de nós, na esperança que demos uma resposta? Na dúvida se é ele ou o outro o culpado pelo caos? Se é caos ou busca?
Algo perpassa por nós quando sentimos o frio do revólver tocando nosso rosto, causando susto ou riso – um riso nervoso, será? Pois naquele instante, naquele exato momento, passamos de passivos para atores, nossos atos também interferirão no desenrolar do enredo, o cinema se aproxima de nós através do teatro e mais do que na tela grande, mais do que nas páginas folheadas lentamente de um livro, pulsamos juntos e pulsamos muito. Transbordamos arte por todos os poros e o galpão do Espaço Muda é único, somos únicos, o mesmo Ser do princípio dos tempos e para sempre, amém.




Patricia Tenório – Recife - PE, Brasil, 1969.

Seu primeiro livro, O major – eterno é o espírito, recebeu menção honrosa em ficção, em 2005, no Prêmio Literário Cidade do Recife.

As joaninhas não mentem, considerado “uma fábula para o século XXI”, ganhou o prêmio de Melhor Romance Estrangeiro da Accademia Internazionale Il Convívio da Itália em 2008.

Grãos, lançado em Setembro de 2007, recebeu o prêmio Dicéa Ferraz em Poesia e Conto da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.

A mulher pela metade (2009) é um romance híbrido, com textos entre a ficção e a realidade, percorrendo várias estradas: da reflexão, da poesia, da filosofia.

Participou juntamente com o fotógrafo Sérgio Pires da exposição Do olhar à palavra (2009), na qual, através de poesias em português e francês, manteve um diálogo com fotografias da França.

Faz parte do conselho editorial da Calibán, uma revista de cultura.

You-Tube: TenorioPatricia


(1) Sobre a adaptação de um cineasta Pedro Severien para o teatro, “O homem na mesa”, primeira apresentação do projeto Curta Teatro, 20/05/10, no Espaço Muda – Recife-PE.