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sábado, 7 de maio de 2011

exposição "Estático movimento" | Heitor Pontes

“Belezas são coisas acesas por dentro.”
Jorge Mautner



Onde se encontra o princípio de um movimento? O trabalho de Heitor Pontes parece sempre remeter a essa questão. Observar seus desenhos é uma experiência particular onde o que se vê parece externar, traduzir, um movimento íntimo, interno, aquele que, invisível, surge antes da linha deitar-se sobre o papel.

Essa dinâmica interna, torna-se ação concreta uma única vez, quando a mão, a tinta e o papel finalmente se encontram e fazem surgir plantas, formas humanas, partes, máscaras em composições orgânicas, sinuosas e paradoxalmente minimalistas, que em sua delicadeza se entrelaçam gerando composições únicas. Fica assim congelado o movimento, composto por ideias, instantes, sentimentos. Essa forma estática, no entanto, não deixa de traduzir esse prólogo à ação - caótico, subjetivo e rico.

Nesta série, especificamente, os desenhos são linhas embaladas por canções, que o acompanharam noites a fio. Serge Gainsbourg, Wado, Júpiter Apple, Jimi Hendrix e Moreno+2 foram alguns dos seus companheiros de madrugada que emprestaram sensações e palavras, ninando as formas que ganharam vida através do traço.

Nesta individual Heitor Pontes expõe não só os seus desenhos, mas um tanto de si, em trabalhos que nos mostram um universo próprio, aceso por dentro, de uma beleza da mesma natureza da qual nos fala Jorge Mautner em sua canção “Lágrimas Negras”...  Seriam essas talvez as gotas de tinta a cair no papel?

Head Mask
Heitor Pontes é recifense, graduado em publicidade e pós-graduado em design gráfico. No entanto,  foi desenhando que ele encontrou sua maior realização. 

Desde criança criava personagens, histórias em quadrinhos que não mostrava a ninguém. Nos últimos anos, num momento de ócio criou um conjunto de cabeças inspirado na música "Head-Head" de Jupiter Apple, que acabou virando o nome das cabeças. A partir daí começaram a vir outros elementos, que aos pouco foram formando uma composição orgânica, particular, característica do seu trabalho.

Curadoria: Maria Eduarda Belém
Mais sobre Heitor:


Na abertura da exposição quinta-feira dia 12 de maio, o artista convidou a banda King Size para animar a festa com sua música eletrônica com ecos jamaicanos. A banda King Size, formada por Giba (soundsystem), Belota e Zion (vozes), faz dub com sintetizador, reverb e drum machine, inspirada em Scientist, Mad Professor, King Tubby e Massive Attack.
Confira o som: myspace.com/kingsizenow


Exposição "Estático Movimento" | Heitor Pontes
abertura quinta-feira 12 de maio 
a partir de 20h
com show da banda King Size

visitação de sexta-feira 13 a domingo 05 de junho de 2011
de quinta a domingo
de 16h a 1h (0h domingo)


entrada franca
obras à venda no local

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ana Lu + Claus Lehmann | "Olhei pra câmera e disse"


Trabalhos da artista plástica paraibana Ana Lu e do fotógrafo paulista Claus Lehmann compõem a exposição "Olhei pra câmera e disse" que retrata o universo feminino de forma orgânica e mística, através de desenhos e fotografias.

Riso, sono, espera, fragilidade, sombra, cor e sobreposição são alguns conceitos presentes nas obras, alinhavados pelas palavras da escritora Nina Lemos.


Ana Lu se interessou por arte, pesquisa de matéria, observação de comportamentos, traços, pessoas e outros trabalhos artísticos desde a escola. Cursou então artes plásticas na UFPE e publicidade na Faculdade Pernambucana em Recife, antes de se dedicar exclusivamente à criação artística. Ana Lu estudou também na École Supérieure d'Art d'Aix en Provence na França, onde trabalhei 6 meses.

Em Recife participou de exposições coletivas, produziu eventos de arte, montagem de exposição, realizou projetos em cinema com a Orquestra cinema e em publicidade com a URSO filmes. Fez direção de arte de videoclipes e curtas-metragens e trabalhou como aderecista em longa-metragem. Mora desde 2010 em São Paulo.

Cinthia


Claus Lehmann estudou mídia em São Paulo, época em que aprendeu a fotografar. Passou 6 anos viajando na Europa, principalmente na Alemanha e na Itália, onde abriu seu olhar e despertou seu interesse para as pessoas e suas histórias. Se apaixonou então pelo retrato. 

De volta ao Brasil, brincou com as possibilidades de colaboração com outros artistas e ingressou projetos diversos. Hoje trabalha tanto com matérias de revista quanto com trabalhos de vídeos de stop-motion.




“Olhei pra câmera e disse” 
 exposição com trabalhos de Ana Lu e de Claus Lehmann

Abertura 22 de dezembro
a partir das 19h
com DJs Rebel K e Bruno de Paula

visitação de 23 de dezembro a 16 de janeiro de 2011
entrada franca
obras à venda no local

sábado, 11 de setembro de 2010

"3 lugares diferentes" | Daniel Andrade + Heitor Pontes + Mariana Belém


“3 lugares diferentes”. Com a proposta de apresentar o trabalho de três jovens artistas que têm em comum o papel como suporte e o traço como forma de expressão, a exposição  busca estabelecer um diálogo sutil entre as obras, sem no entanto deslocá-las do seu universo particular.

Daniel Andrade iniciou seu contato com as artes plásticas de maneira mais sistemática aos 13 anos, quando freqüentou como ouvinte a Escola de Belas Artes do Recife. Algum tempo depois, foi trabalhar com Cavani Rosas no seu atelier em Casa Forte e, em seguida, viajou para a Espanha, para estudar sobre quadrinhos/arte seqüencial, e escultura em cerâmica. Na volta, começou a se dedicar de maneira mais focada ao desenho, tendo também feito algumas experiências com pintura. Este ano começou a trabalhar numa nova série de desenhos, feitos sempre sobre fundo preto. É o resultado deste novo trabalho que ele apresenta nesta exposição. 

 - Daniel Andrade

Heitor Pontes é graduado em publicidade e pós-graduado em design gráfico. No entanto,  foi desenhando que ele encontrou sua maior realização. Desde criança criava personagens, histórias em quadrinhos que não mostrava a ninguém. Nos últimos anos, num momento de ócio criou um conjunto de cabeças inspirado na música "Head-Head" de Jupiter Apple, que acabou virando o nome das cabeças. A partir daí começaram a vir outros elementos, criando uma composição orgânica, onde tudo se encontrava e formava algo. E é essa "babilônia orgânica", como ele mesmo chama, que é apresentada aqui. 

 - Heitor Pontes

Mariana Belém é graduada em Design Gráfico e desenha desde criança, mas foi a partir do nascimento da sua primeira filha em 2004 que passou a se dedicar profissionalmente ao desenho. Adora  trabalhar a figura feminina com traços e contornos fortes, contrapostos a detalhes delicados, repetições ornamentais de formas orgânicas e cores vivas encontradas na natureza. Inspira-se nas mulheres e formas representadas por Alphonse Mucha, Gustav Klimt, Picasso e na arte nordestina da xilogravura de Samico e J. Borges. Característica aí representada em seu trabalho pelos traços grossos de espessuras diferentes na cor preta, e em representações bidimensionais das figuras humanas e animais. Tambem é fã dos grandes mestres desenhistas de quadrinhos clássicos, como Moebius, Robert Crumb e Geof Darrow. 

- Mariana Belém

Atualmente, Mariana vive em São Paulo e trabalha com ilustração para projetos gráficos em geral e publicações editoriais como revistas. Nas horas vagas do dia, rascunha, desenha e pinta.  

Curadoria: Maria Eduarda Belém

As obras estão à venda no local.

Exposição 3 lugares diferentes
em cartaz de 15/09 a 30/09
entrada franca


Festa de inauguração quarta dia 15/09 | 19h
> show de Gaspar Andrade e DJs