Projeto Leia-se Terça:
Projeto idealizado pelo diretor, produtor e ator Jorge Féo junto com a atriz Thaianne Cavalcanti o projeto acontece a 1 ano no Espaço Muda. Cada mês, um grupo teatral da cidade é convidado para ensaiar no Espaço Muda às terças feiras uma leitura dramatizada. Cada grupo escolhe o seu texto, seu diretor e convida atores e atrizes para participarem como forma de intercâmbio de linguagem. O resultado final desta leitura dramatizada é apresentado ao público na última terça-feira do mês. O público contribue com o quanto puder e quiser.
Sinopse:
Em cena: um homem, uma mulher e um bebê. Apesar de separado, o casal está conectado pela criança e por um telefonema. Na madrugada, em meio aos choros e balbucios do filho, os ex-amantes conversam: memórias, rancores, dúvidas, cobranças e o permanente mistério que é uma criança. No que elas pensam, como se sentem, o que querem dizer?
O diálogo é franco, porém frágil como a própria ligação telefônica, pode ser rompido a qualquer momento. Em jogo, a morte desse amor e a vida gerada por ele, o bebê. Como quebrar esse vínculo, como seguir com esse “fardo”, com essa evidência de que ali – entre eles – bate um coração? Se o bebê e fruto do amor e o amor morre, o que resta?
“Poderiam os bebês cometer suicídio?”, é a frase que ecoa ao telefone.
Fragilizados, como duas crianças, sufocados e aprisionados em berços, homem e mulher refletem a melancolia, o vazio, a dor e o medo de uma vida a dois que termina, mas permanece para sempre.
A autora:
Lola Arias, Buenos Aires (1976), é escritora de teatro, diretora, atriz e compositora. Fundou a Cia. Postnuclear, coletivo interdisciplinar de artistas argentinos. Suas obras transitam entre a ficção e o real. Trabalha com atores, pessoas de outras profissões, bailarinos, músicos, crianças e animais. Entre seus textos estão “Striptease” (2007); “O amor é um franco-atirador” (2008), no qual os atores contam histórias de amor verdadeiras e falsas, enquanto uma banda de rock toca ao vivo; e “Minha vida depois” (2009), em que seis atores reconstroem a juventude de seus pais nos anos 1970, época da Ditadura, a partir de fotos, cartas, fitas K-7 e roupas usadas. Em colaboração com Stefan Kaegi, diretor do Rimini Protokol, dirigiu “Chácara Paraíso” (instalação biográfica com policiais brasileiros) e “Airport kids” (um projeto sobre crianças internacionais na Suíça).
Ficha Técnica:
Produção: Teatro de Fronteira
Texto: StripTease
Autora: Lola Arias (ARG)
Elenco: Cleyton Cabral e Luciana Pontual
Direção: Rodrigo Dourado
Direção de arte/Sonoplastia/Iluminação: O grupo
Crédito Foto/divulgação: Virgínia Ramos
Leia-se Terça | StripTease de Lola Arias ( ARG ) com o Grupo Teatro de Fronteira (PE)
27 de setembro
20h
ingresso: Contribuição espontânea
27 de setembro
20h
ingresso: Contribuição espontânea
Nenhum comentário:
Postar um comentário